Desejo em Tempo Rubato


Desejo em Tempo Rubato
Pele morena, convite ao delírio,
Doce açucena, pureza de flor.
Gotas de suor em seu rosto rubro:
ardente desejo em meio ao tremor.
Sem chão, o sangue evade as veias,
a face disfarça o acelerar do coração...
É rio, é mar; profundo, impetuoso,
Perverso e desonesto seu querer proceloso.

A tua voz distante... ofegante e vicinal,
dispara meu peito, seu nome na tela,
Ao toque, sem palavras eu atendo,
Nada entendo, nada foi dito afinal...
Apenas uma canção em polirritmia,
o teu respirar em sintonia,
com o som do teu pulmão a me amar.
Posso ouvir, posso sentir:
Seu corpo em frenesi
transpirando em tempo rubato
enquanto queimas de amor por mim…

Trigueira, que flamejas em intenso prazer,
lampejas em bronze e ouro,
e negas teus secretos tesouros…
Evitas o fogo que te incendeia à distância;
A sede que sentes alimenta o puro amor,
Mas, tens medo do toque, dos lábios e dos beijos...
Daquele a quem nunca se doou.
  • – – – – – – – – – –

Gratidão chegar até aqui. Ja vi que você gosta de reflexões profundas, então conheça também o meu poema O Poeta e o Sabiá ou acompanhe as análises no nosso podcast Saber Ouvir

  • – – – – – – – – – –

@ 2026 Espaço Literal. Todos os direitos reservados
Por Nio Passinho

Um comentário em “Desejo em Tempo Rubato

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao Topo