Desejo em Tempo Rubato
Pele morena, convite ao delírio, Doce açucena, pureza de flor. Gotas de suor em seu rosto rubro: ardente desejo em meio ao tremor. Sem chão, o sangue evade as veias, a face disfarça o acelerar do coração... É rio, é mar; profundo, impetuoso, Perverso e desonesto seu querer proceloso. A tua voz distante... ofegante e vicinal, dispara meu peito, seu nome na tela, Ao toque, sem palavras eu atendo, Nada entendo, nada foi dito afinal... Apenas uma canção em polirritmia, o teu respirar em sintonia, com o som do teu pulmão a me amar. Posso ouvir, posso sentir: Seu corpo em frenesi transpirando em tempo rubato enquanto queimas de amor por mim… Trigueira, que flamejas em intenso prazer, lampejas em bronze e ouro, e negas teus secretos tesouros… Evitas o fogo que te incendeia à distância; A sede que sentes alimenta o puro amor, Mas, tens medo do toque, dos lábios e dos beijos... Daquele a quem nunca se doou.
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Por Nio Passinho
